terça-feira, 1 de maio de 2012

Maio de luta


Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas.

Passaram 126 anos sobre esta data e a luta voltou a ser pelo horário de trabalho e pelo trabalho com direitos.

domingo, 22 de abril de 2012

Em luta contra as maiorias absolutas

Conclusões da Reunião da DORAA do PCP – Horta, 21 Abril de 2012
Conferência de Imprensa – 22 de Abril de 2012



Senhoras e senhores jornalistas,
Este encontro com a comunicação social serve para dar a conhecer as principais conclusões da reunião da Direção Regional do PCP Açores, que teve lugar ontem e na qual participaram Jorge Cordeiro, membro do Secretariado e da Comissão Política do Comité Central do PCP, bem como os membros do Conselho Regional residentes na ilha do Faial.
A DORAA efetuou uma primeira abordagem aos conteúdos das Teses – Projeto de Resolução Política, no âmbito da primeira fase da preparação do XIX Congresso do PCP que se realiza no final do presente ano.
Foram igualmente discutidas as principais questões da situação nacional e regional e traçadas as tarefas principais tarefas no âmbito partidário e institucional.

1. XIX Congresso do PCP
No âmbito da preparação do XIX Congresso, que se realizará nos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro próximo, a DORAA analisou os diversos aspetos da situação internacional, da evolução na União Europeia e os respetivos reflexos na situação nacional e regional e, ainda, o desenvolvimento da luta e resistência dos povos à crise do capitalismo, bem como os aspetos que dizem respeito ao PCP, à sua organização e identidade comunista.
Mereceram destaque nas reflexões da DORAA as questões que se relacionam com a necessidade de defesa da Autonomia Regional enquanto componente essencial do regime democrático que tem vindo a ser posta em causa pela política de direita dos sucessivos do Governos do PS e do PSD com e sem o CDS/PP.
A DORAA salienta a importância da Autonomia das Regiões Autónomas enquanto fator eficaz de desenvolvimento, progresso e proximidade e envolvimento dos cidadãos. Da mesma forma, também os constantes ataques e permanente desrespeito pela autonomia e competências próprias do Poder Local Democrático, levados a cabo pelo PS e pelo PSD, são outro aspeto do empobrecimento da Democracia Portuguesa.
Igualmente foi enfatizada pela DORAA a necessidade de alargamento da frente social de luta contra a política de direita que arruinou o país e a urgência de fazer confluir os descontentamentos num amplo movimento patriótico de recusa desta política e de construção de um futuro de progresso para Portugal.
Realizar-se-ão, ao longo do corrente ano, plenários de militantes e outras iniciativas nas diversas ilhas para aprofundarem estes e outros aspetos, no âmbito da discussão preparatória do XIX Congresso do PCP, no qual a Organização da Região Autónoma dos Açores se empenhará ativamente.

2. Situação política regional
O frenesim mediático pré-eleitoral, liderado pelos candidatos do PS e do PSD, não pode ocultar o profundo agravamento da situação social e económica nos Açores.
Enquanto PS, PSD e CDS se digladiam para disfarçar a sua total concordância e alinhamento em relação às piores medidas tomadas em nome do pacto com a troika acrescidas de medidas adicionais da lavra de Passos Coelho e Paulo Portas, apoiadas cegamente nos Açores, por Berta Cabral a Artur Lima, a vida dos açorianos torna-se cada vez mais difícil.
Continuam a suceder-se os encerramentos de empresas em todas as ilhas, bem como os despedimentos e não-renovações de contratos, com destaque para a construção civil, mas também nas grandes superfícies comerciais e outros setores da atividade económica dando, assim lugar à continuada destruição do emprego, como o comprova o último boletim do IEFP constata-se a continuação do aumento do desemprego na Região, com o empobrecimento que isso significa. Empobrecimento dos cidadãos, empobrecimento das famílias, empobrecimento da Região.
Aumenta a pressão sobre os trabalhadores e os seus direitos, com entidades patronais sem escrúpulos a utilizarem a ameaça do despedimento ou do encerramento para reduzirem direitos e mesmo remunerações.
As alterações ao Código do Trabalho vão impor mais uma desvalorização dos salários dos trabalhadores açorianos, trabalhadores açorianos que já auferem, em média, menos 100€ mensalmente.
O Governo do PSD e do CDS/PP, com um fundamentalismo inaudito, converteu-se num ayahtola dos direitos do patronato, cilindrando sem subtilezas todos os direitos e conquistas de quem trabalha.
Mas importa não esquecer que a UGT, central sindical afeta ao PS, validou estas medidas e o próprio PS, com as suas em abstenções ditas “violentas”, legitimou também esta opção e pôs-se objetivamente ao lado da direita, nesta como em muitas outras matérias.
Acentua-se o empobrecimento dos açorianos e amplia-se a exclusão social, surgindo situações de miséria e verdadeira fome, mesmo em ilhas onde esse fenómeno era desconhecido há muitos anos.
As alterações ao Rendimento Social de Inserção, nomeadamente a redução do seu valor e da sua duração terão efeitos devastadores nas camadas mais desprotegidas da população, nomeadamente se levarmos em conta as dificuldades de emprego e as limitações geográficas que os trabalhadores açorianos enfrentam. Vale também a pena lembrar que, nos Açores, o número de beneficiários cresceu em 622 apenas no mês de Janeiro deste ano e que, no nosso arquipélago, uma enorme percentagem dos beneficiários efetivamente têm emprego e trabalham ativamente, só que não recebem o suficiente para assegurar a sua própria subsistência. A hipocrisia do CDS-PP e do seu Ministro atingiram um novo patamar ao continuar a utilizar os mais pobres dos pobres como bodes expiatórios para distrair a atenção dos efeitos sociais da política ruinosa que subscrevem e aplicam.
O Governo PSD/CDS continua a destruição dos serviços públicos. Depois da perspetiva de encerramento de vários tribunais nos Açores, foi agora conhecido o plano do Governo da República para encerrar uma série de balcões de finanças, deixando as ilhas de Santa Maria, São Jorge, Graciosa, Pico e Flores sem qualquer balcão de finanças. Esta é uma medida incompreensível, inaceitável e constituiu mais um ataque à qualidade de vida e aos direitos dos açorianos das ilhas de menor dimensão.
O PS Açores, PSD Açores e CDS-PP Açores procuram distanciar-se publicamente desta política e do Governo de que fazem parte (no caso do PSD e do CDS) e cujas medidas fielmente sempre aprovam, ou se abstêm com suposta violência, na Assembleia da República (no caso do PS).
Importa também denunciar a política do Governo Regional de favorecimento aos grandes grupos económicos, nomeadamente na área do turismo. A expansão financeira do Grupo Bensaúde e a ampliação dos seus capitais são um exemplo significativo desta realidade.
Ao agravamento da situação social e laboral, os trabalhadores respondem com a luta pelos seus direitos.
A EDA, apesar de ter tido lucros substanciais e de distribuir chorudos dividendos aos acionistas, entre os quais o mencionado Grupo Bensaúde, corta os subsídios e recusa-se a pagar as horas extraordinárias aos trabalhadores, que são assim empurrados para a greve. O PCP Açores solidariza-se com a sua luta e reclama do Governo que altere esta postura do conselho de administração da EDA.
Igualmente, é inteiramente justa a luta dos trabalhadores da SATA contra os cortes nos subsídios e é a postura teimosa do Governo Regional que os empurra para uma greve que terá efeitos prejudiciais sobre a Região e sobre a vida dos açorianos. Sendo uma luta iniciada e protagonizada pelos pilotos da SATA, o PCP Açores considera que o levantamento dos cortes impostos pelo Orçamento de Estado deve aplicar-se a todos os trabalhadores do Grupo SATA. Importa agora que o Governo recue e mantenha os subsídios de todos os trabalhadores da transportadora aérea açoriana.
O corte dos subsídios nestas duas empresas não trará qualquer vantagem para o orçamento regional, uma vez que essa receita permanecerá na empresa, no caso da SATA, ou reverterá para os bolsos dos acionistas, nomeadamente dos privados, no caso da EDA.
Esta luta dos trabalhadores da EDA e da SATA deve enquadrar-se na luta mais geral pela reposição dos subsídios de Natal e de férias dos trabalhadores da administração regional e do Setor Público Empresarial Regional.
A reposição dos subsídios de Natal e de férias, sob a forma de um apoio extraordinário, à semelhança da remuneração compensatória criada em 2011, só depende da vontade política do Governo Regional.
Os trabalhadores dos Portos dos Açores continuam a combater a desigualdade salarial, que a fusão precipitada das três entidades portuárias por parte do Governo Regional provocou. O PCP Açores solidariza-se com estes trabalhadores e com a sua luta.
PS Açores, PSD Açores e CDS-PP Açores continuam a aplicar zelosamente todas as medidas de austeridade ditadas pelo Governo da República, cortam e embolsam os subsídios de férias e de natal dos trabalhadores da Administração Regional, que poderiam recusar, se estivessem dispostos a utilizar os mecanismos da Autonomia para efetivamente ajudar os açorianos. Mas a verdade é que estes três partidos são cúmplices de Passos Coelho e Paulo Portas e responsáveis pelo agravamento das dificuldades da população dos Açores.
No seu folclore pré-eleitoral, de despique vão e promessa fácil, estes três partidos não abordam, nem querem abordar estas, que são as dificuldades reais dos açorianos e para as quais não têm nenhuma resposta, nem nenhuma solução a não ser a velha receita neoliberal.
O PCP Açores considera que só a luta e o protesto dos açorianos, provocando, também, com o seu voto nas próximas eleições, uma profunda alteração do Parlamento Regional, poderá inverter o rumo ruinoso em que a Região está mergulhada. A possibilidade real de evitar maiorias absolutas, nomeadamente reforçando a CDU com mais votos e mandatos, pode significar uma mudança positiva para os açorianos e para o seu futuro.
O PCP Açores apela aos açorianos e açorianas para que se envolvam e participem nas comemorações do 25 de Abril e do dia 1º de Maio, que serão momentos importantes dar força à luta para travar para a política de direita, a ruína nacional, o escalar de sacrifícios e o crescendo de exploração sobre os trabalhadores e sobre o Povo, reafirmando os valores de progresso, democracia e liberdade que estão na génese da Revolução de Abril e que são a única esperança para Portugal e para os Açores.
Comemorar Abril e Maio é defender a democracia, é defender a autonomia.
Obrigado pela vossa atenção!
Horta, 22 de Abril de 2012
DORAA do PCP

sábado, 21 de abril de 2012

Info - Conferência de Imprensa

Amanhã, dia 22 de abril, pelas 11h, na Sede do PCP, na cidade da Horta, realiza-se uma Conferência de Imprensa onde irei apresentar as principais conclusões da reunião da Direcção Regional do PCP Açores que se realizou hoje.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A mentira como arma da líder do PSD Açores

CDU critica uso de cargo político por Vasco Cordeiro
e mentiras políticas de Berta Cabral

A CDU Açores condena a postura dos candidatos do PS e do PSD e considera que estas descredibilizam a sua ação política e demonstram a sua semelhança de ideias, projetos e práticas.
Quanto ao candidato do PS, continua despudoradamente a utilizar o seu cargo de Secretário Regional da Economia para fins de pré-campanha eleitoral. Ontem, no Pico, tal como já tinha sucedido em São Jorge, Vasco Cordeiro realizou ações assumidamente de campanha partidária no âmbito da visita estatutária do Governo à ilha. É lamentável que Vasco Cordeiro apresente, na sua qualidade de Secretário da Economia um projeto nas Lajes do Pico, e, à noite, realize um comício nesse mesmo concelho. O candidato do PS / Secretário Regional sofre de estranhas metamorfoses políticas que demonstram bem a falta de qualquer escrúpulo em aproveitar o seu cargo governamental para realizar a sua campanha eleitoral, o que é inaceitável.
Quanto à candidata do PSD, por seu lado, não hesita em recorrer à mentira pura e simples, quando se trata de tentar distrair os açorianos da sua total submissão a Passos Coelho, aliás demonstrada mais uma vez recentemente no Congresso do PSD. A líder do PSD Açores mentiu ao declarar que o Complemento Regional de Pensão foi uma proposta dos sociais-democratas.
O Complemento Regional de Pensão resultou do projeto de DLR 07/1999, apresentado pelo PCP, que foi aprovado a 24 de Novembro de 1999, tendo sido publicado no DLR 2/2000, uma votação na qual a Dra. Berta Cabral participou pessoalmente, na qualidade de deputada.
Fica assim demonstrada a sua mentira deliberada, pretendendo assumir a paternidade de uma proposta que é do PCP. A CDU não pode aceitar esta tosca tentativa de revisionismo histórico para enganar os açorianos.
Este tipo de atuação política, pautada pela total ausência escrúpulos em recorrer à falsidade ou à utilização indevida de meios e recursos públicos, que caracteriza o PS e o PSD estão na origem da descrença dos cidadãos e da descredibilização da política regional. A CDU lamenta a atitude destes partidos e dos seus candidatos e apela aos açorianos para que contribuam para romper urgentemente com esta política e com estes políticos.
Ponta Delgada, 4 de Abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Efeitos da recessão nos Açores

Reunião do Secretariado da DORAA do PCP – Ponta Delgada, 30 de março de 2012
Conferência de Imprensa – 2 de abril de 2012

Senhoras e senhores jornalistas,
Este encontro com a comunicação social destina-se a tornar públicas algumas das conclusões da reunião do Secretariado da Direção Regional do PCP Açores, que teve lugar no passado dia 30 de março (sexta-feira), nesta cidade de Ponta Delgada.
O Secretariado da DORAA analisou a situação política, social e económica e programou algumas das principais atividades de intervenção política que vai desenvolver ao longo do ano de 2012, ano em que as eleições regionais se assumem como uma das principais batalhas políticas e que o PCP e a CDU Açores irão travar.

1. A importância da luta de massas contra a submissão às oligarquias O PCP Açores reafirma a importância da Greve Geral do passado dia 22 de março e saúda todos os trabalhadores que participaram de forma ativa nesta jornada de luta, saúda todo os cidadãos que não se ajoelham perante o abuso do poder, da prepotência e dos pregadores do medo, do conformismo e da submissão.
A Greve Geral foi uma resposta daqueles que não admitem ficar subjugados às imposições das oligarquias política, económica e financeira que, em conluio, têm governado o País e a Região em seu exclusivo proveito.
A Greve Geral foi uma resposta dos que não admitem cruzar os braços perante os que cinicamente apontam como solução o caminho da servidão e da exploração sem limites.
Uma resposta dos que não aceitam como uma fatalidade, como uma inevitabilidade esta política de severa austeridade, de degradação das condições de vida do povo e de destruição e ruína do País.
A resposta daqueles a quem custou muito um dia de salário, mas não vacilaram porque era preciso defender um património de direitos conquistados por gerações passadas e impedir que confisquem o presente e o futuro das novas gerações.
Uma greve geral que foi uma resposta dos que não se rendem e não deixam morrer a esperança da luta por uma alternativa com futuro. Daqueles que, apesar de esmagados pelo peso das dificuldades de uma vida dura, se levantam e lutam porque sabem que nesta batalha que travamos perder a coragem é perder tudo!
A luta nos Açores tem razões acrescidas para ser travada. A luta nos Açores é em defesa do adquirido autonómico, a luta nos Açores é em defesa do acervo e das competências que o Estatuto e a Constituição nos conferem e contra qualquer tentativa de retrocesso.
A luta nos Açores é contra o encerramento dos serviços públicos que dependem da República e o seu consequente afastamento dos cidadãos, sejam repartições de Finanças ou os Tribunais.
A luta nos Açores é, como no restante território nacional, contra uma reforma administrativa cega e economicista que, tal como, o encerramento de serviços públicos, dependentes da Região ou da República, só têm contribuído para o aumento da desertificação e para aprofundar assimetrias no desenvolvimento, na coesão territorial, social e económica.

2. Os efeitos das políticas de austeridade e a recessão
O Boletim do Banco de Portugal é claro. A recessão não só será mais perniciosa em 2012 como se irá dilatar no tempo estendendo-se para lá deste ano, ao contrário do que Passos Coelho e Paulo Portas têm vindo a apregoar.
A receita aplicada pelo governo do PSD/CDS, agentes ativos do neoliberalismo ao serviço das oligarquias financeiras e económicas e do diretório político da União Europeia, para quem dúvidas tivesse, falhou.
A demonstrar este rotundo fracasso das políticas de austeridade que penalizam os trabalhadores, os pequenos e médios empresários, que empobrecem as famílias e encaminham a Região e o País para o colapso social e económico, a demonstrar a falência deste rumo e destas políticas que aprofundam as desigualdades e concentram a riqueza, a comprová-lo estão aí os primeiros dados da execução orçamental de 2012, publicados pelo Ministério das Finanças.
Em janeiro e fevereiro de 2012 as receitas fiscais caíram significativamente, ou seja, as medidas de redução de despesa são contrariadas pela quebra na receita fiscal e pela diminuição das contribuições para a segurança social.
Em janeiro e fevereiro na Região a cobrança do IRS diminuiu 2,5%, a cobrança de IVA diminuiu 12,3% e as contribuições para a Segurança Social registaram uma diminuição de 25%.
Fácil é concluir que esta quebra nas receitas do IRS e nas contribuições para a Segurança Social resultam diretamente da redução do valor nominal dos salários e do aumento do desemprego, por outro lado a quebra na receita cobrada por via do IVA traduz um decréscimo do consumo, motivado pela falta de rendimento disponível das famílias e significa que a economia regional se afunda num oceano de dificuldades o que nada contribui para a manutenção do emprego ou, para a sua criação.
Para o PCP Açores estas evidências, paralisação da atividade económica, destruição de emprego e redução do rendimento têm ainda um outro efeito, ou seja, a redução da receita aumenta a necessidade do Estado e da Região se financiarem a crédito tendo como consequência o aumento da dívida pública.
A necessidade de um novo rumo político e de um novo paradigma de desenvolvimento para a Região e para o País é para o PCP Açores um imperativo patriótico que não se compagina com a submissão aos ditames da agressão estrangeira.

3. A situação pré eleitoral
A estratégia politica e eleitoral do PCP e da CDU Açores não se funda, nem vai alinhar ao lado das promessas vãs e no populismo demagógico que já inundam o espaço público regional.
O PCP Açores considera que o histerismo político pré eleitoral protagonizado pelo PS, pelo PSD e pelo CDS/PP só contribuem para a descredibilização do ato eleitoral de outubro e da atividade política e, reitera a necessidade de que a Dra. Berta Cabral e o Dr. Vasco Cordeiro, uma vez que se dedicam em exclusivo a atividades pré-eleitorais, abandonem os cargos executivos de que são detentores.
O PCP Açores, sem descurar a preparação das eleições e a construção do Programa que submeterá a sufrágio, continuará a afirmar-se com a sua intervenção e propositura política e, apela ao bom senso dos restantes partidos para que canalizem as suas energias na procura de soluções para resolver no imediato o drama dos desempregados, o drama dos jovens com o sonho adiado, o drama das famílias que se confrontam com dificuldades em cumprir com os compromissos assumidos e com o drama dos pequenos e médios empresários que a cada dia que passa são confrontados com mais e maiores dificuldades para manterem a sua atividade.
O emprego sustentável e com direitos, a revitalização e diversificação do setor produtivo, o aumento do poder de compra das famílias, a dinamização do comércio interno, o investimento público como motor da economia das nossas ilhas, a inovação, um sistema de transportes integrado, eficaz, acessível e de qualidade que seja o suporte de um mercado interno dinâmico e uma porta aberta ao exterior, estas são e têm sido algumas das propostas que o PCP Açores tem vindo a fazer para inverter o rumo ruinoso para onde nos conduziram.
A dramática situação social e económica que vivemos necessita de medidas conjunturais e estruturais que invertam o crescimento do desemprego, dinamizem a atividade económica e reduzam a dependência externa e não de anúncios e promessas para depois de outubro. Agora é que é o tempo de concretizar o “paraíso” anunciado para depois de 2012.
Obrigado pela vossa atenção!

Ponta Delgada, 2 de abril de 2012
Secretariado da DORAA do PCP

domingo, 1 de abril de 2012

Amanhã em Conferência de Imprensa

Convidamos as senhoras e senhores jornalistas para estarem presentes numa conferência de imprensa, que terá lugar na 2ª feira, dia 2 de Abril, pelas 11 horas, na sede do PCP em Ponta Delgada (1ª Rua de Santa Clara), onde o Coordenador Regional, Aníbal Pires, apresentará as principais conclusões da reunião do Secretariado do PCP Açores.

Gabinete de Imprensa

Com os trabalhadores pelo acréscimo do salário mínimo regional

INTERVENÇÃO SOBRE O AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO REGIONAL

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do Governo Regional,
Senhoras e Senhores Membros do Governo,
Discutimos esta petição no exato dia em que milhares de trabalhadores, por todo o país e também expressivamente nos Açores, se manifestam pela exigência de uma política diferente para o nosso país e para a nossa Região.
Temos um Governo surdo às queixas e aos apelos dos portugueses, cego em relação às consequências desastrosas da sua política e olimpicamente imune a qualquer reflexão lógica sobre o que está a fazer ao país, teimando numa receita errada de que colhemos agora os amargos frutos, que objetivamente alimenta e legitima a contestação social com a sua atitude.
Esmagados pela imposição de sacrifícios sobre sacrifícios, que servem apenas para afundar ainda mais o país no abismo da recessão e da dívida, não restou outra alternativa aos trabalhadores portugueses do que erguerem-se e transformarem o seu descontentamento em protesto ativo, reclamando a soberania que em democracia é sua e apenas sua, e exigindo a inversão da política de submissão aos ditames da troika.
Esta exigência vai muito para lá da reivindicação laboral ou da reclamação da melhoria das condições de vida dos trabalhadores. Trata-se, verdadeiramente, de uma questão de salvação nacional, travando a destruição do país, das suas condições sociais e infraestrutura económica que, a mando do FMI, PSD e CDS-PP, com o frequente apoio do PS, se encarregam de executar. Esta é verdadeiramente uma Greve para salvar Portugal e os Açores da ruína!
E este clamor crescente desta contestação, a afirmação desta urgência por tantos milhares de portugueses é já demasiado grande para ser ignorada, sob pena de se comprometer todo o sentido real da democracia: o Poder do Povo. Oiçam o Povo!

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do Governo Regional,
Senhoras e Senhores Membros do Governo,
E se a Greve Geral aponta um rumo para salvar o país, o mesmo se pode dizer desta petição, já que coloca, com toda a propriedade, a necessidade urgente de inverter o rumo de desvalorização dos salários que tem sido seguido nos últimos anos.
Já o repetimos aqui muitas vezes – e havemos de o fazer quantas vezes forem necessárias: A economia portuguesa terá, e tem, muitos problemas, mas salários alto de mais não são de certeza um deles!
Portugal tem dos mais baixos salários a nível europeu. O mesmo se passa com o Salário Mínimo, no qual Portugal está verdadeiramente na cauda da Europa, apenas ultrapassando algum dos países da Europa de leste e a Turquia.
E, bem atrás do comum dos trabalhadores portugueses, vêm os açorianos, que recebem em média menos 100 Euros.
É um fato conhecido que, na nossa Região, a abrangência do salário mínimo é enorme, mercê das baixas qualificações mas, sobretudo, de uma continuada política de baixos salários.
A crise que atravessamos nos Açores, o aumento brutal do desemprego, os encerramentos de empresas, demonstram que não pagar às pessoas, não pôr dinheiro na mão das famílias acaba necessariamente por ter custos, custos elevados que os açorianos e as empresas açorianas estão a pagar. Aliás, apenas entre ontem e hoje o grupo INSCO, ligado aos supermercados Continente, anunciou que vai despedir 40 trabalhadores nos Açores.
Este é o preço que pagamos!
Este é o custo da desvalorização do poder de compra das famílias!

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do Governo Regional,
Senhoras e Senhores Membros do Governo,
É para inverter esse rumo, é para aliviar esse terrível preço que pagamos pela recessão, que esta Petição, tal como PCP também propôs em Outubro passado, propor aumentar a percentagem do Acréscimo Regional ao Salário Mínimo.
E, a percentagem que propõe, faz todo o sentido. Aumenta-la dos 5% para os 7,5% é a forma de repor os valores que são devidos aos trabalhadores desde que o então Governo do PS rasgou o compromisso assumido em Concertação Social de aumentar o salário mínimo nacional para os 500 Euros. É, também por isso, uma medida justíssima e acertada!
Houve, nos Açores, ao longo dos últimos anos um aumento da produtividade e da riqueza gerada, como expresso na percentagem do PIB per capita nacional. Ainda bem. Folgamos. Agora, não podemos aceitar que esse aumento de riqueza não reverta também para os trabalhadores açorianos!

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do Governo Regional,
Senhoras e Senhores Membros do Governo,
Já sei que me vão falar, uma vez mais, como sempre, nas dificuldades das empresas. E é justamente disso que eu estou a falar também!
O problema são as vossas palas ideológicas que transformam esta discussão num diálogo de surdos!
O problema é que quando se trata de apoiar diretamente os lucros, para os senhores, tudo são facilidades e urgências, sem olhar a meios, tudo por esse desígnio que vos move de transferir os recursos públicos para a esfera privada. Mas quando se trata de fazer algo por quem trabalha, pelo Povo que efetivamente nos elegeu, então tudo são dificuldades, todas as portas estão fechadas. Para os trabalhadores nunca há orçamento!
O problema é que os senhores não conseguem perceber que cada Euro que a Região e as empresas investirem no bem estar das famílias reverterá, acrescentado, para as vendas de cada uma das empresas e para o conjunto da economia regional, de forma sustentável, justa e equilibrada!
Tenham a coragem de sair da trincheira ideológica, senhores Deputados e pensem nos Açores, pensem no futuro e apoiem esta pretensão dos peticionários!
Por razões regimentais, o PCP não pode, neste momento repetir a proposta que aqui trouxemos em Outubro passado. Mas fica aqui o solene compromisso de que na próxima sessão legislativa o voltaremos a fazer sem falta.

Sala das Sessões, Horta, 22 de março de 2012
O Deputado do PCP Açores
Aníbal C. Pires

Com a luta dos trabalhadores

Coordenador do PCP com os trabalhadores em Greve
na cidade da Horta
Aníbal Pires, Coordenador Regional do PCP Açores, participou hoje na concentração promovida pela União dos Sindicatos da Horta, assinalando a Greve Geral convocada pela CGTP-IN, que se desenrola por todo o país.
Aos trabalhadores, dirigentes e ativistas sindicais, Aníbal Pires expressou a solidariedade ativa do PCP Açores neste dia em que, por toda a Região e por todo o país muitos milhares de trabalhadores paralisaram e saíram à rua para reclamar uma nova política, e afirmou que só a luta dos trabalhadores poderá travar o rumo de ruína nacional e salvar o país do desastre para onde PSD, CDS e PS o empurram.
O PCP estará, como sempre, firmemente ao lado dos trabalhadores na luta por um destino de progresso e de justiça social.

Horta, 22 de Março de 2012
Gabinete de imprensa

Voto de Protesto à líder do PSD Açores

Voto de Protesto

No passado dia 01 de março foi divulgado o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, relativo ao ano de 2010, da responsabilidade da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.
Deste documento consta uma análise económica e financeira das contas das autarquias locais referentes ao exercício económico de 2010 e inclui, ainda, uma análise do setor empresarial local.
As tabelas de “rankings” de desempenho económico e financeiro, apresentados no Anuário têm como base 15 indicadores distintos, sendo que a Câmara Municipal de Ponta Delgada, na primeira versão, surgia em primeiro lugar no ranking respeitante ao menor passivo líquido exigível por habitante.
A divulgação do Anuário mereceu, naturalmente, por parte da Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada uma reação pública de elogio à excelência da sua gestão o que levantou algumas dúvidas pois, outros indicadores e fontes desmentiam de forma clara e inequívoca a publicação da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.
Alguns dias depois da divulgação do Anuário, das declarações da Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada e da controvérsia pública que entretanto se instalou, o PSD Açores pela voz do Vice-presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, na qualidade de dirigente partidário veio a público insistir no erro.
Mais tarde a agência LUSA, citando o Coordenador Técnico responsável pelo documento aludido, em que este teria reconhecido “(...) que havia um erro na aplicação do indicador relativo aos municípios com menor dívida líquida exigível por habitante.” Esclarecendo, ainda que, “(...) feita a correção Ponta Delgada não entra sequer nos primeiros cinquenta lugares da lista.”
Afinal a excelência com que a Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada e líder do PSD Açores adjetivou a sua gestão autárquica ruiu como um castelo de cartas.
Errar é humano e todos nós, dirigentes partidários, erramos. A assunção pública dos nossos erros, para além de constituir um ato de humildade democrática é, também uma forma honrosa de dar crédito à nobre atividade que desenvolvemos e que só nos pode engrandecer.
Infelizmente a líder do PSD Açores não foi capaz de assumir a sua precipitação e engano perante um indicador que lhe era favorável mas que contrariava a realidade e, como depois se verificou, estava errado. Por outro lado, com a sua atitude afirmou, uma vez mais a sua falta de solidariedade para com os autarcas do seu próprio partido situação que, como nos lembramos, não é a primeira vez que se verifica.
A Líder do PSD Açores não só não assumiu a sua precipitada e errada posição, como responsabilizou a agência LUSA para quem remeteu a exigência de um pedido de desculpas público.
Esta não é uma atitude aceitável por parte de ninguém, muito menos de uma dirigente partidária que se apresenta ao Povo Açoriano como candidata à Presidência do Governo Regional.
Assim, e nos termos regimentais aplicáveis, a Representação Parlamentar do PCP propõe a aprovação do seguinte voto de protesto:

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores protesta pela forma politicamente inaceitável como a Dr.a Berta Cabral se recusou a enfrentar a verdade e a corrigir as suas declarações sobre primeira versão do Anuário Financeiro dos Municípios de Portugueses de 2010, entretanto corrigidos, numa segunda edição e apela, em nome de um saudável confronto político fundado na ética, na transparência, no rigor e do bom nome das instituições que a líder do PSD Açores assuma publicamente o seu erro e a sua precipitação.

Sala das Sessões, Horta, 22 de março de 2012

O Deputado do PCP

Aníbal C. Pires

OBS=> Este voto foi foi aprovado com os votos favoráveis do PCP, BE, CDS/PP e PS e os votos contra do PPM e do PSD

PCP Açores protesta contra a "tenta pública"

Voto de Protesto

Notícias e imagens recentemente vindas a público comprovam a realização de uma tourada picada no âmbito do “II Fórum da Cultura Taurina”, realizado no passado mês de Janeiro na ilha Terceira, tratando-se, de uma evidente, deliberada e consciente violação da Lei 92/95 de 12 de Setembro, que proíbe a denominada sorte de varas, um facto que é tanto mais grave quanto se enquadrou numa iniciativa apoiada por fundos públicos.
Não tem qualquer sentido a argumentação apresentada pelos promotores de que se tratou de um evento de natureza privada, pois a sua publicitação como um dos eventos do Fórum, bem como a própria denominação que recebeu de “tenta pública”, contrariam claramente esta ideia. Igualmente, a mencionada lei 92/95 concerne à proteção dos animais, independentemente da natureza pública ou privada dos espetáculos. Mas poder-se-ia ainda acrescentar que, se o Fórum da Cultura Taurina efetivamente se tratou de uma iniciativa de natureza privada, não faria qualquer sentido que fosse recetor de apoios públicos, como efetivamente sucedeu.
Perante o que foi objetivamente uma ação de natureza ilegal, utilizando de forma ilegítima os apoios públicos recebidos, importa que as autoridades regionais, e nomeadamente o departamento governamental competente, atuem com celeridade dentro das suas competências, no sentido da instauração do respetivo processo contraordenacional.
Tal não apaga, no entanto, a necessidade de assinalar, no campo político, a maneira como os promotores usaram de má-fé, pretendendo e efetivamente conseguindo que a Região financiasse um espetáculo ilegal, que não há muito tempo, foi uma vez mais rejeitado por esta Assembleia como estranho e mesmo hostil aos costumes e tradições genuinamente açorianas.

Assim, a Representação Parlamentar do PCP Açores propõe à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores a aprovação do seguinte Voto de Protesto:
A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores protesta contra a realização de um espetáculo tauromáquico, no âmbito do “II Fórum da Cultura Taurina”, envolvendo a prática da denominada “sorte de varas”, no que foi uma atuação claramente ilegal e contrária às tradições genuinamente açorianas, circunstância que é agravada pelo facto de este Fórum ter sido apoiado por financiamento público e demonstradora, por parte dos seus organizadores, de uma profunda má-fé e desrespeito pela legislação em vigor na Região Autónoma dos Açores.

Sala das Sessões, Horta, 22 de março de 2012
O Deputado do PCP Açores
Aníbal C. Pires

OBS=> O Voto foi rejeitado com 27 votos contra do PS, 18 do PSD (todos), 3 do CDS e 1 do PPM, 1 abstenção do PS e 2 do CDS, 2 votos a favor do BE e 1 do PCP.

terça-feira, 20 de março de 2012

Jogo limpo

PCP DENUNCIA A GUERRILHA PARTIDÁRIA
UTILIZANDO OS TRABALHADORES DA BASE DAS LAJES


A Representação Parlamentar do PCP Açores apresentou, no passado dia 6 de Março um Projeto de Resolução para que a Assembleia Legislativa Regional se prenuncie sobre o processo de renegociação do Acordo da Base das Lajes, na sequência de uma reunião com representantes dos trabalhadores.
No seguimento dessa proposta, PPM, PSD e PS decidiram também anunciar propostas de semelhantes, sem que no entanto as tenham efetivamente apresentado nesse momento, pelo que o seu teor só entre a passada sexta-feira e o dia de hoje foi conhecido.
Estes partidos impuseram a discussão conjunta dos vários projetos, procurando desta forma silenciar a proposta do PCP e apagar o facto de que foi o PCP, e não outro partido, a primeiro procurar uma solução de consenso que defenda os interesses da Região.

O PCP Açores não pode deixar de condenar a utilização dos postos de trabalho da Base das Lajes como instrumento numa lamentável guerrilha partidária, reduzindo um assunto desta importância e sensibilidade à baixa tática parlamentar.
Com esta atitude, estes partidos fragilizam objetivamente a posição negocial dos Açores e a defesa destes postos de trabalho, que são a única contrapartida que os Açores recebem pela utilização do seu território.
Importa lembrar que o PCP Açores, desde a primeira hora sempre se mostrou e continua disponível para procurar os consensos e acolher quaisquer propostas que contribuam para que a Região assuma com firmeza a defesa dos trabalhadores da Base das Lajes.

Horta, 20 de Março de 2012
O Deputado do PCP Açores
Aníbal Pires

Desemprego - causas

Intervenção inicial no debate sobre o desemprego nos Açores
Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do Governo Regional,
Senhoras e Senhores Membros do Governo,
Infelizmente os dez minutos de intervenção a que o centrão nos reduziu, no inicio desta legislatura, procurando em vão silenciar-nos, não são com certeza suficientes para esclarecer aqui, de forma aprofundada, as razões que explicam a catástrofe social em que a governação do PS Açores nos mergulhou e que as políticas neoliberais do governo PSD/CDS agudizam conduzindo-nos para uma situação que se aproxima rapidamente de um colapso social e económico.
Aliás, a simples enumeração das políticas erradas e de vistas curtas, da aplicação mecânica dos dogmatismos neoliberais, do economicismo primário e da absoluta insensibilidade social, por si só, demorariam certamente muitas horas!
Não me vou dedicar, porém, a esse exercício.
Mas vale, e muito, a pena debruçarmo-nos sobre as razões que explicam que a destruição de empregos na nossa Região, aumente mais e mais depressa do que no continente.
E basta olhar para a taxa trimestral ao longo dos últimos anos para nos apercebermos que a taxa de desemprego nos Açores aumentou sempre mais do que a média nacional e, nalguns trimestres, mais do que em qualquer outra Região de Portugal. Chegámos mesmo à situação – nada caricata, triste, mesmo! – de, no segundo trimestre de 2011, o desemprego reduzir-se marginalmente em todas as regiões do país, exceto nos Açores, onde cresceu 0,2%, de acordo com dados do INE.
Para explicar isto não basta tentar chutar as responsabilidades para o monstro e de costas largas da crise internacional. A crise tem, certamente, alguma influência mas não explica tudo.
OS números do desemprego e da recessão económica são a demonstração inegável do falhanço absoluto das políticas de coesão e de desenvolvimento do Governo do PS Açores agravadas por opções políticas do governo de Passos Coelho e Paulo Portas centradas na consolidação orçamental sem que paralelamente se tomem medidas que promovam o crescimento da economia nacional!
Se, nos Açores, como em qualquer outro lado, justapusermos as curvas do desemprego e do poder de compra médio, veremos que são simétricas e inversas. A relação direta entre o consumo e o emprego pode ser facilmente encontrada em qualquer manual básico de economia, mas comprova-se com muito mais acuidade e precisão na realidade económica das ilhas do Açores.
Falem com os empresários! Falem com os comerciantes! E perguntem-lhes o que é que a continuada desvalorização dos salários tem feito às suas vendas. Perguntem-lhes como é que está o nível de consumo das famílias depois dos aumentos de impostos e do custos de vida. Questionem-nos sobre as suas perspetivas de criar mais emprego, ou mesmo de manter o existente.
É nessa resposta, aí, nessa confluência geométrica de duas curvas, que são muito mais do que matemáticas, que vão encontrar a chave do drama que atinge quase 20 mil – ou serão já mais de 20 mil? – açorianos!
Querem combater o desemprego? Então estimulem o consumo, aliviem a destruidora recessão e devolvam algum poder de compra aos açorianos!

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do Governo Regional,
Senhoras e Senhores Membros do Governo,
Grave, mas mesmo muito grave, é ser o próprio Governo Regional a deitar mais achas para esta fogueira, imitando fielmente o pior das políticas do PS, PSD e CDS-PP na República, e contribuindo direta e indiretamente para a redução do rendimento disponível dos açorianos e para o aumento do desemprego na Região!
Veja-se a presteza e obediência com que o Governo do PS cumpre as metas de reduções de pessoal, cortando postos de trabalho, para grande e declarado orgulho do Senhor Vice-Presidente do Governo!
Olhe-se para a velocidade com que se importaram as taxas moderadoras.
Pense-se no contributo da Administração Regional para que os açorianos aufiram dos mais baixos salários do país!
E, mais recentemente, a ânsia com que o Governo do PS Açores, efusivamente apoiado pelo PSD Açores e pelo CDS-PP Açores, decidiu imitar a subtileza troglodita do Governo de Passos Coelho e roubar, diretamente e sem mais conversa, os subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos!
E essa, Senhores Deputados, foi uma opção vossa e só vossa, que terão de assumir perante os açorianos, porque quando o PCP aqui propôs devolver esses subsídios roubados, justamente para devolver alguma folga às famílias e às empresas, que fizeram? Que fizeram? Lembram-se?
Pois deixem-me recordar-vos: Os senhores recusaram! Recusaram e preferiram embolsar tranquilamente o saque, esperando que a confusão pré-eleitoral faça os açorianos esquecer a vossa recusa!
Mas o PCP aqui estará para os recordar de quem foi que lhes cortou os subsídios e quem são os autores do desastre social que atinge os Açores. O PCP aqui estará a lutar pela inversão da vossa política e pelas soluções de que os Açores precisam.
Disse.

Sala das Sessões, Horta, 20 de março de 2012

O Deputado do PCP Açores
Aníbal C. Pires

segunda-feira, 19 de março de 2012

Hoje no programa Parlamento

Hoje, a partir das 21h35mn, vou estar em direto no programa "Parlamento",
O tema será o desemprego. No debate vão também participar um deputado do PS e um deputado do PSD.
Para ver na RTP Açores ou pela Internet a partir daqui.

Pelo presente, pelo futuro, pelos Açores

PCP apela à Greve Geral de dia 22 para defender os Açores

Os efeitos das políticas da troika são sentidas com enorme gravidade na nossa Região. O empobrecimento geral que nos foi imposto pelo PSD, PS e CDS alargou ainda mais o fosso que separa os açorianos dos restantes portugueses, em termos dos seus salários, rendimentos e poder de compra.
A profunda recessão que nos foi prescrita pelos partidos da troika tem efeitos terríveis sobre as empresas e verdadeiramente catastróficos sobre o emprego, que os açorianos sentem claramente no seu dia-a-dia, e revelou toda a fragilidade da economia dos Açores, pequena, atrasada e dependente, apesar de toda a propaganda em contrário do Governo Regional.
É importante denunciar a forma como o PS Açores, o PSD Açores e o CDS-PP Açores subscrevem esta política, nomeadamente ao recusarem utilizar os mecanismos da Autonomia para devolverem os subsídios de férias e de natal aos trabalhadores da Administração Regional, como o PCP propôs.
O dinheiro dos trabalhadores da administração pública regional destina-se, segundo o Governo Regional que dele se apropriou diluindo-o no Orçamento da Região, ao apoio das empresas e das famílias. Bem o PCP considera que este roubo, não encontro designação mais apropriada, só traz mais problemas para as empresas e famílias, aliás com temos vindo a afirmar as dificuldades com que as famílias e as empresas se confrontam seriam minimizadas se o dinheiro fosse devolvido ao seus legítimos proprietários – os trabalhadores da administração pública -, ao invés de ficarem nos cofres da Região e servirem para distribuir pelas habituais clientelas políticas do Governo Regional.
O roubo dos subsídios de férias de Natal está a deixar as famílias num estado de desespero pois, está em causa de satisfação de compromissos assumidos e satisfação de expetativas reais fundadas no rendimento do seu trabalho.
Igualmente, esta política troikista revelou-se como a maior inimiga da Autonomia dos Açores, atacando todas as bases do nosso direito ao autogoverno, desprezando as competências da Região, como no caso da proposta de Reforma Administrativa, mas também, por exemplo, pela imposição de metas de redução de pessoal e de despesa, obliterando o nosso direito a dispor livremente das nossas próprias receitas.
Por tudo isto, o PCP Açores considera que os açorianos têm razões reforçadas para participarem na Greve Geral da próxima quinta-feira, dia 22 de Março.
É preciso combater esta tentativa de empobrecer ainda mais os açorianos e atacar os seus direitos autonómicos, duramente conquistados. É preciso defender a nossa Autonomia e o nosso desenvolvimento e dar mais força à exigência de uma política diferente para Portugal e para os Açores. A participação maciça dos açorianos é a única coisa que pode pressionar o Governo Regional e os partidos da troika para que revejam as suas políticas e travem esta destruição da vida do nosso povo.
Por isso, o PCP Açores, lança daqui o apelo a todas as açorianas e a todos os açorianos, para que não se resignem, não cedam ao medo e transformem a sua revolta em luta e protesto, aderindo em massa à Greve Geral e participando nas concentrações promovidas pela CGTP Açores nas cidades de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, pelo futuro, pelos Açores!
Esta luta é de todos e a todos diz respeito.
Horta, 19 de Março de 2012
DORAA do PCP

domingo, 18 de março de 2012

As razões são mais que muitas

Amanhã, dia 19 de março, pelas 11h, no Centro de Trabalho do PCP, na Horta, farei uma declaração política sobre a Greve Geral do dia 22 de março.
Se no coninente as razões para aderir são muitas, nos Açores são muitas mais.

quinta-feira, 15 de março de 2012

É o tempo de dar mais força à CDU

Declaração do Primeiro Candidato da CDU Açores ao círculo eleitoral de S. Miguel e ao círculo regional de compensação


Açorianas e açorianos
Caros Camaradas e Amigos,
É com uma profunda alegria e entusiasmo que aceito publicamente, aqui e hoje, a exaltante tarefa de dar voz a este grande projeto coletivo, que vem sendo construído no dia-a-dia e ao longo de várias décadas, por tantas e tantos açorianas e açorianos que anseiam e lutam para que na sua Região se cumpra o sonho do desenvolvimento harmonioso e da construção de uma sociedade mais justa onde, sem medos nem arreios, a democracia política, económica, cultural e social não seja, apenas, uma quimera com o presente amordaçado e o futuro adiado.
Nesta minha primeira declaração como candidato da CDU ao círculo eleitoral de S. Miguel e ao círculo regional de compensação, quero começar por agradecer, com humildade, aos organismos de direção, bem como a todos os militantes, simpatizantes e ativistas do PCP e da CDU Açores que, mais uma vez, depositam em mim a sua confiança.
É uma confiança que me honra, mas é uma confiança que, sobretudo, me obriga. Obriga-me a ser diferente.
Diferente dos que vêm na política uma forma de ascensão pessoal ou de obtenção de benefícios;
Diferente dos que, encavalitados na sua própria vaidade, encabeçam projetos de poder e ambição pessoal;
Diferente dos que vêm no resultado imediato das próximas eleições o tudo ou nada da sua ação política, não se importando de sacrificar o futuro para obter ganhos no imediato;
 Diferente, por fim, dos que olham para os cidadãos apenas como números, como votos para serem conquistados numa disputa sem sentido, sem escrúpulos e sem valores.
Esta é uma candidatura diferente, uma candidatura solidamente ancorada na realidade mais profunda, aquela realidade que não vem nos jornais, a realidade experienciada pelo Povo Açoriano;
Uma candidatura escorada em valores que não se torcem, nem se vergam aos ventos passageiros da oportunidade política;
Uma candidatura movida não pela vaidade de um, mas pelo esforço coletivo de muitos e cujos objetivos de fundo estão muito para lá do mero horizonte eleitoral – porque o nosso objetivo, camaradas e amigos, não é apenas ganhar votos. O nosso objetivo é contribuir para a construção de um mundo melhor!
Uma candidatura diferente porque é a melhoria das condições de vida e o bem-estar do nosso Povo que a move e que a anima.
Esta é uma candidatura diferente, porque diferente é a CDU!

Açorianas e açorianos
Camaradas e Amigos,
Quando dizemos que a CDU é diferente, não estamos a repetir um chavão político. Estamos a falar de uma verdade que tem vindo a ser construída ao longo de muitos anos, pelo esforço generoso e abnegado de milhares de mulheres e homens em todo o país, e também aqui. Aqui, nos Açores, nestas ilhas que dão dimensão atlântica a Portugal.
Ao contrário de outros, não foi só agora que descobrimos os Açores. Não chegámos agora ao combate pela defesa dos direitos dos açorianos. Em todos os momentos mais centrais da história contemporânea do Povo Açoriano, os comunistas e os seus aliados, estiveram lá!
Na oposição à ditadura e, depois, na implantação da Democracia nos Açores, os comunistas açorianos e os seus aliados estiveram lá.
Na luta pela Autonomia, contra os centralistas e contra a extrema-direita reacionária, os comunistas açorianos e os seus aliados estiveram lá.
Na defesa da coesão, e contra a exclusão das ilhas mais pequenas dos fluxos do investimento e dos frutos do progresso, os comunistas açorianos e os seus aliados estiveram lá.
Na criação de mecanismos para compensar a insularidade: na criação do salário mínimo regional, do complemento de pensão, do abono de família, do complemento salarial dos funcionários públicos, na redução de impostos, os comunistas açorianos e os seus aliados estiveram lá.
Na resistência aos desmandos da União Europeia, contra o roubo das 100 milhas na Zona Económica Exclusiva Açoriana e contra o fim das quotas leiteiras, os comunistas açorianos e os seus aliados estiveram lá.
Em todos os momentos, solenes ou quotidianos; em todas as ilhas: grandes e pequenas; em todas as lutas e protestos em defesa da Autonomia, dos direitos do Povo Açoriano e por uma vida melhor, a CDU esteve, está e estará sempre presente.

Açorianas e açorianos
Camaradas e Amigos
Também ao longo dos últimos quatro anos continuámos a estar no lugar que é nosso, ao lado do Povo Açoriano, na linha da frente da luta pelo progresso e pela justiça.
Fomos a oposição que marcou a diferença, ao trazer ao Parlamento Regional os problemas dos trabalhadores e das camadas sociais mais desfavorecidas, mas também os problemas das ilhas mais pequenas e das populações mais isoladas.
Fomos a oposição consequente, que lutou com firmeza e decisão contra os desmandos do Governo do PS e contra a hipocrisia da direita, em defesa da Autonomia, dos direitos dos açorianos e pelas suas condições de vida, participando com conhecimento, profundidade e coerência em todos os debates parlamentares.
Fomos a oposição com consequência que, ao contrário de outros, não se ficou a clamar no deserto, agarrado à crítica estéril e sistemática mas, pelo contrário, apresentámos soluções e conseguimos obrigar a maioria do PS a aprovar algumas das nossas propostas, que tiveram um impacto positivo na vida das populações.
Assim foi com o aumento do complemento de pensão e o complemento salarial dos funcionários públicos, em que as propostas da CDU contribuíram para inverter uma longa e continuada desvalorização.
Assim foi com o aumento das diárias dos doentes deslocados e seus acompanhantes.
Assim foi com a atribuição de subsídio de almoço aos jovens estagiários dos programas Estagiar. Assim foi com o Plano Regional de Combate ao Trabalho Precário.
Assim foi com a defesa da economia produtiva, assim foi com a valorização do trabalho e dos trabalhadores.
Assim foi com a defesa e valorização do aeroporto de Santa Maria, com a criação do centro de Aditologia do Faial, com a Marina da Graciosa, projetos que o Governo Regional deixara paralisados; estes são apenas alguns exemplos de entre muitos outros.
A riqueza e abrangência deste trabalho parlamentar demonstra que, embora o Deputado da CDU fosse único, esse Deputado nunca esteve sozinho! Pelo contrário, com ele estavam os coletivos CDU de todas as ilhas, contribuindo com as suas propostas e o seu conhecimento das realidades locais para encontrar as melhores soluções, enriquecendo o projeto da CDU!
Na sua ação, a CDU abordou todas as questões centrais da vida dos açorianos. Mais recentemente, fomos a única força política que propôs, no Parlamento Regional, a devolução por inteiro dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos açorianos, rejeitada com alívio pelo PS, PSD e CDS-PP. Propusemos que a Assembleia Regional tome posição na defesa dos postos de trabalho na Base das Lajes, a proibição do cultivo de transgénicos nos Açores, a aquisição de um barco para estabelecer uma ligação marítima regular entre Santa Maria e São Miguel, propostas que ainda serão discutidas nesta legislatura. Até porque, ao contrário do PS e do PSD, não somos candidatos a tempo inteiro que se dedicam exclusivamente à propaganda eleitoral e à promessa fácil. Daqui até às eleições, o trabalho político e parlamentar não vai parar, como sempre com firmeza, com seriedade, com visão de futuro!

Açorianas e açorianos
Camaradas e Amigos
Lançamos esta candidatura num momento especialmente complexo da vida da nossa Região. Um momento em que as maiores forças políticas, PS, PSD e CDS/PP procuram, por todos os meios, cultivar a resignação perante os sacrifícios que pretendem impor, alimentar a desistência e a desesperança para garantir que nada mude nos Açores e, sobretudo, lançar a confusão sobre os eleitores para assim obterem o poder de que necessitam para perpetuarem alternância estéreis e alianças espúrias.
O PS, enfrentando uma mudança no ciclo político, tenta mudar as caras para não mudar as políticas, procurando dissimular, por um lado a concordância e subserviência para com as políticas do passado recente protagonizadas por José Sócrates, quer as opções do atual governo de Passos Coelho e, por outro, o PS apagar os efeitos desastrosos da sua própria governação nos Açores.
O PS enfrenta as consequências de um falhanço em toda a linha: Olhe-se para o desemprego, olhe-se para os encerramentos de empresas, olhe-se para o nível de vida dos açorianos, olhe-se para os transportes marítimos e aéreos e, resulta claro que os múltiplos milhões de euros investidos só serviram para engordar interesses e alimentar clientelas, porque para desenvolver os Açores e melhorar a vida dos cidadãos não serviram de certeza!
Os açorianos sabem-no e o PS sabe que eles sabem. Daí o frenético foguetório pré-eleitoral do seu candidato, apoiado por um governo que deixou de governar para se dedicar a tempo inteiro à propaganda, à promessa e ao embuste!
O PSD, animado pela miragem de o poder lhe voltar a cair no colo sem nada ter feito para o merecer, tudo promete e tudo anuncia, contaminando o espaço público regional com uma verdadeira maré de propaganda tão tóxica e pegajosa como qualquer maré negra! Sobretudo, o que preocupa o PSD é que não se note muito o seu disciplinado alinhamento com as malfeitorias de Passos Coelho. O que atormenta o PSD Açores é que seja desmascarada a sua cumplicidade ativa com os roubos feitos aos açorianos, com os ataques aos direitos da Região e com a política mais ruinosa de que há memória neste país e nesta Região e com o maior ataque ao adquirido autonómico de que há lembrança.
O CDS/PP também tudo faz para se descolar das políticas do Governo da República, de que faz parte. E, como os tempos estão maus para esse lado, o CDS/PP Açores, em vez de fazer política, faz teatro, tentando dramatizar até à histeria as críticas superficiais e os incidentes sem conteúdo com que constrói a sua encenação. Mas não consegue esconder o seu apoio efetivo a medidas como o roubo dos subsídios de férias e de natal, o congelamento das reformas, os cortes nas prestações sociais, entre muitas outras iniquidades da autoria dos seus ministros e do seu Governo.
As açorianas e os açorianos saberão na altura certa recusar qualquer hipótese de replicar nos Açores a maioria de direita que governa o País e que, serviçalmente serve os oligopólios financeiros representados politicamente pelo diretório da União Europeia a que dão rosto a dupla franco-alemã.
Quanto aos pequenos partidos, regra geral, procuram capitalizar descontentamentos difusos presentes na sociedade açoriana, desenvolvendo confusamente um discurso radicalóide sem qualquer consequência e tentando fazer passar por novo o que afinal é velho, envolvendo-se em novas roupagens, como um detergente de segunda que muda de embalagem para aumentar as vendas.
A emergência de novos partidos políticos e as novidades já anunciadas não passam de aplicações, mal-amanhadas, dos princípios da engenharia do produto ao qual se colam os free-lancers da vida e da política. Nada de novo!

Açorianas e açorianos,
Camaradas e Amigos
Ao contrário destes partidos, nada temos a esconder nem a camuflar. Candidatamo-nos por causas. Falamos claro sobre os problemas concretos dos açorianos e sobre as suas soluções.
A nossa estratégia politica e eleitoral não se funda nem se vai alinhar ao lado das promessas vãs e no populismo demagógico que já inundam o espaço público regional.
Iremos apresentar um vasto conjunto de propostas para cada uma das nossas ilhas e para a nossa Região que no seu todo darão substância a uma profunda mudança política nos Açores. Propostas construídas coletivamente com os contributos recolhidos no diálogo que permanentemente mantemos com as açorianas e açorianos.
Queremos uma Região que crie emprego, sustentável, com direitos, assente no desenvolvimento do setor produtivo e no aumento do poder de compra das famílias. Uma economia que valorize os nossos jovens e as suas qualificações e lhes permita a fixação, estancando a crónica perda de população das nossas ilhas.
Queremos uma Região onde as entidades públicas assumam o seu papel fundamental de motor da economia das nossas ilhas, canalizando investimentos e esforços para o desenvolvimento sustentado e harmónico dos Açores e não para os interesses e clientelas do costume.
Queremos uma Região com um sistema de transportes integrado, eficaz, acessível e de qualidade que seja o suporte de um mercado interno dinâmico e uma porta aberta ao exterior, em vez de ser o garrote que asfixia todos os setores da economia regional.
Queremos uma Região onde a riqueza natural e ambiental seja protegida e valorizada, em vez de ser sacrificada aos caprichos do golfe ou às miragens de um turismo de modelo importado e desadequado à nossa realidade e singularidade.
Queremos uma Região onde os cuidados de saúde eficazes e de qualidade sejam um direito realmente existente, em vez de serem uma miragem de palavras vazias, submersa por listas de espera, taxas moderadoras e dívidas incontroláveis e, onde, veja-se o paradoxo, segundo o Presidente do Governo Regional a melhoria dos serviços está na origem dos aumento das listas de espera.
Queremos uma Região onde a educação, a cultura e o desporto sejam o património coletivo de todos os açorianos, em vez de um mero enfeite na lapela do poder.
No momento de crise que o país atravessa é ainda mais urgente dar força a uma verdadeira mudança política que inverta o rumo ruinoso que nos trouxe a esta situação. Para essa política, para essa solução só o voto na CDU é decisivo!
Perante a chantagem a que é sujeito todo o Povo Português e, de forma ainda mais arrogante o Povo Açoriano, é ainda mais urgente dizer não. Dizer não e dizê-lo bem alto, é ainda mais urgente dizer que existe outro caminho e demonstrá-lo com ideias e propostas. Essa firmeza, essas ideias, essas propostas são as propostas da CDU!

Açorianas e açorianos,
Camaradas e Amigos
Partimos para estas eleições num quadro complexo e difícil. Conhecemos bem a pressão e o medo que, nas eleições regionais, são lançados sobre todos os que se atrevem a dar a cara por qualquer projeto que ameace os poderes instituídos. Na CDU, conhecemos bem as estórias, antigas e recentes, das ameaças, veladas ou nem por isso, sobre os que ousam contestar a hegemonia dos velhos caciques. Por isso, daqui quero dizer bem alto:
Deste lado nunca faltou coragem para enfrentar a tirania e lutar pela mudança!
Deste lado não faltará nem a firmeza, nem a audácia para dar o exemplo e unir e todos os homens e mulheres livres que estão fartos de sofrer a intimidação de um poder apodrecido!
E daqui lanço um apelo às açorianas e açorianos de todas as ilhas para que não se deixem intimidar, para que não se resignem nem abdiquem do seu direito de cidadãos. Daqui apelo para que, livre e conscientemente, participem na condução dos destinos dos Açores.
As açorianas e açorianos encontrarão sempre na CDU e nos seus ativistas o mais firme e convicto dos aliados.

Açorianas e açorianos
Camaradas e Amigos
Mas, para além de desafios, este é também um tempo de oportunidades.
As pessoas estão cansadas, assustadas, dececionadas até. Fartas dos velhos partidos alternantes e do seu apêndice, fartos e das suas velhas promessas vãs.
As cidadãs e os cidadãos anseiam pela mudança, pela verdade, pela esperança.
É por isso o tempo de lhes levar a nova esperança de que a CDU é portadora. Este é o momento para o nosso Povo transformar o descontentamento em ação, este é o tempo para levar a luta pelos direitos e a resistência à política de empobrecimento até ao voto.
E os açorianos conhecem-nos. Sabem que a CDU é a opção mais firme e mais segura para dar força a essa luta, sabem que a resistência às políticas da troika nos Açores é a CDU que a trava.
É tempo camaradas e amigos, de levar essa coragem, essa firmeza, essa nova esperança aos açorianos, a cada lugar, a cada freguesia, a cada concelho, a cada ilha.
De falar como sempre falamos: olhos nos olhos;
De fazer como sempre fazemos: com honestidade, com competência, com criatividade, sem medo nem preço.
Este é o tempo de engrossar esse rio de vontades que há-de desaguar na mudança política que os Açores precisam!
Por isso, camaradas e amigos, a CDU irá apresentar programas, propostas e listas de candidatos em todas as ilhas dos Açores.
E todos os votos, de Santa Maria ao Corvo, irão contar para eleger os Deputados que constituirão um Grupo Parlamentar da CDU na próxima legislatura!
Vamos, em conjunto, com toda a confiança espalhar a notícia pela nossa Região:
Pelos Açores é tempo de mudar!
Pelos Açores é tempo de dar mais força à CDU!
Viva a CDU!
Vivam os Açores!

Ponta Delgada, 15 de março de 2012
Aníbal C. Pires

Jaime Pacheco apresenta o candidato da CDU

Apresentação do1ºcandidato da CDU/ACORES ao círculo de ilha de São Miguel e do círculo regional de compensação às eleições regionais de 2012
Intervenção de Jaime Pacheco - Membro da Coordenadora da CDU/Açores

O Candidato Aníbal Pires dispensa apresentações pois já tem provas dadas através do seu desempenho nesta Legislatura em que a CDU não constituiu um Grupo Parlamentar, mas não foi por isso que baixou os braços, ou que não representou condignamente os direitos dos Trabalhadores, os interesses dos agricultores, dos pescadores, dos reformados, lutou por uma maior justiça na distribuição dos subsídios de Inserção Social e não só, debatendo-se para que estes deixem de ser moeda de compra de votos dos partidos do poder e sejam efetivamente uma ajuda para as famílias realmente carenciadas.
O Candidato Aníbal Pires, tem percorrido toda a Região dos Açores, dando voz e visibilidade àqueles que são esquecidos e oprimidos pela arrogância e ganância dos grandes partidos, denunciando as injustiças e clamando por melhorias das condições que permitem a estes grupos sobreviverem com dignidade (pescadores, pequenos comerciantes, pequenas Industrias, cooperativas, e muitos outros)
A CDU nestas eleições e se os eleitores assim o entenderem, poderá fazer toda a diferença na ultrapassagem desta crise que não tem fim, porque defende alterações profundas nas regras vigentes, que nos trouxeram mais exploração e menos direitos aos trabalhadores, mais opressão social, menos direitos sociais, menos trabalho, menos habitação, menos edução, menos saúde e menos pão, mas que proporcionaram aos grandes investidores maior riqueza e maiores lucros.
A CDU tudo fará para que não sejam só os trabalhadores a terem que sofrer as arguíras da brutalidade da regulamentação do trabalho em detrimento da contínua desregulamentação do Lucro, a CDU irá promover sempre a manutenção do direito ao Trabalho e isto só é possível com investimento e não com o arrecadar continuo de proveitos e ou de lucros, para satisfazer pequenos grupos super gananciosos e sem escrúpulos de qualquer espécie, porque para eles só eles contam e só eles têm direitos.
Nesta legislatura o Deputado agora Candidato que aqui apresento Aníbal Pires, tem-se batido intransigentemente na defesa dos princípios que aqui enunciei, queiram agora os eleitores dar-nos força para que a CDU cresça e possa fazer a diferença e contribuir para a retoma duma sociedade mais justa mais igualitária e mais solidária conforme consta na nossa Constituição que agora é tão desprezada e esquecida em nome duma crise que resulta duma exploração sem precedentes que só foi possível com a corrupção e o compadrio dos partidos que até agora nos têm governado.
Por fim quero só testemunhar a minha experiência como independente que sou no seio da CDU, pois foi aqui que vi sempre interesse em acolher novas ideias e discuti-las, em defender os direitos de quem trabalha, em defender os oprimidos e em dar voz a quem dela precisa. Foi aqui que encontrei honestidade, honra e espírito cívico de servir e não de se servir.
Assim faço daqui um convite a todos aqueles que querem pensar pela sua cabeça, que têm ideias válidas e construtivas para uma sociedade mais justa, igualitária e solidária que potencie o Social e não o Lucro, para que se junte a nós e nos ajude a construir um espaço de esperança de justiça e de solidariedade e que respeite as regras da nossa Constituição para todos e não só para aquilo que a alguns convém.
Agradeço a todos a vossa presença neste ato e passo a palavra ao nosso 1º. Candidato do circulo eleitoral de São Miguel e do circulo regional de  Compensação Aníbal Pires.
Ponta Delgada, 15 Março de 2012 
Jaime de Lima Araújo Pacheco

quarta-feira, 14 de março de 2012

Apresentação pública do cabeça de lista, por S. Miguel e pela Compensação

A CDU Açores convida para estarem presentes na apresentação pública do 1º candidato da CDU Açores ao círculo de ilha de São Miguel ao círculo Regional de Compensação para as próximas eleições legislativa regionais, que terá lugar na amanhã, quinta-feira, 15 de Março, pelas 18 horas, no Centro Municipal de Cultura de Ponta Delgada (Largo Mártires da Pátria - junto à Escola Secundária Antero de Quental).

sexta-feira, 9 de março de 2012

Jantar do 91.º aniversário do PCP

Hoje, pelas 20h, no Centro Municipal de Cultura de Santa Clara, realiza-se um jantar comemorativo do 91.º aniversário do PCP.
Para além da comemoração do aniversário haverá lugar a intervenções políticas.